sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Socorro Pimentel sem espaço para se firmar. O esposo ainda não conseguiu largar a função que agora é dela.


A médica Socorro Pimentel é de longe mais carismática que o esposo, Dr. Raimundo. É a preferida da militância local para disputar a prefeitura, seja em 2016, seja em 2018, caso a reforma política em curso estique o mandato de Alexandre Arraes e demais prefeitos por mais dois anos. Contudo, a deputada, embora muito mais votada que o marido em Araripina, ainda não conseguiu se desvincular deste no campo da visibilidade. Ele está ainda muito mais presente do que ela em tudo. Nas rádios, nas reuniões, nas discussões. Necessariamente não está sendo obedecido nas 'diretrizes gerais' pelos aliados, que preferem ouvir e seguir a quem agora detém mandato e apresenta mais ouvido às queixas. Mas Raimundo já disse em entrevista que vai percorrer as cidades da região para articular. Nem segredo pediu. Falou em entrevista de rádio, aos quatro cantos.
O mal estar está instalado, pelo menos na visão de muitos, e de alguns em particular. Se houvesse booling político, seria o caso de tipificar. A nova deputada não consegue, se é que tenta, aparecer como a nova protagonista da oposição em Araripina e na região. Simplesmente o esposo chega antes e ocupa os espaços como se o deputado ainda fosse. Se trata de um casal muito unido, e disso ninguém duvida. Mas em política não existe mandato compartilhado. Quando alguém tenta ser  e fazer o que cabe ao titular, logo se verifica a submissão e demonstrações falsas ou verdadeiras de fragilidade ou indecisão.
Os dois episódios mais recentes não deixam dúvidas. Aconteceu uma reunião em Brasília dos gesseiros com alguns representantes políticos. Lá Dra. Socorro não teve espaço para se destacar, embora a vitrine fosse excelente. Hoje, sexta-feira, a Rádio Grande Serra se escancarou novamente para a deputada. Mas também não houve oportunidade da médica se destacar como parlamentar representante da região. O esposo ocupou o espaço, assumiu o protagonismo e não deixou novidades nem assuntos de baú a serem tratados pela mesma. Embora não seja comum faltar assunto em suas entrevistas, ficou a impressão de que não estava à vontade para reprisar os temas abordados pelo esposo. Falou por falar, lá no seu interior.
'É só o começo, ele vai desencarnar do mandato e deixar a esposa protagonizar e se firmar',  disse esperançoso um atento observador da cena política do momento. Não resta dúvidas de que Socorro Pimentel, uma esposa exemplar, jamais passará recibo sobre o fato, e até poderá negar, se consultada. Mas não há o que e como esconder do distinto público.
Conta ainda contra a deputada o fato de ser oposição e levar consigo uma marca registrada do marido: a infidelidade política. Raimundo Pimentel foi governo e eduardista até a última hora. Nomeou pessoas de confiança para cargos estratégicos. De repente, no apagar das luzes, crente de que Armando Monteiro seria eleito governador, mudou outra vez de barco, tirando agora da médica a chance de se firmar na região ao lado de um governo novo e forte. Ou seja, além de está na oposição e por isso privada de mostrar resultados práticos na vida das pessoas, não está conseguindo aparecer como a liderança de oposição, pois o esposo chega sempre antes e aborda os temas sem deixar novidades a tratar.


VITIMIZAÇÃO
Raimundo Pimentel continua utilizando a velha tática da vitimização. Agora acusa o Hospital Santa Maria de impedi-lo de fazer atendimentos a pacientes previamente agendados. Logo o Hospital Santa Maria, a plataforma que sempre usou em Araripina para se projetar na política. Pimentel quer para si um privilégio que ele com seu ex-correligionário tiraram dos demais médicos e de pacientes de Araripina, quando via consórcio regional assinaram (prefeitos) famigerado acordo para centralizar no Hospital Regional de Ouricuri os procedimentos que agora ele reclama faltar em Araripina. O problema do Hospital Santa Maria certamente será solucionado pelo Governador Paulo Câmara. Gente de vários tendências e segmentos lutaram por isso. Este blog mesmo faz campanha permanente em favor do Hospital, mas não há como negar que o prefeito da cidade, Alexandre Arraes, que também é presidente do Consórcio Regional, já tratou de encaminhar a solução junto ao Governador Paulo Câmara, que vem a Araripina anunciar agora em março.
É lastimável acompanhar nos dias de hoje um médico que foi doze anos deputado acusar deficiência naquilo que nunca corrigiu com a força de seu longevo mandato. Mais triste ainda é ver Araripina amanhecer com cenas ultrapassadas de uma velha política que nem mesmo Renan Calheiros quer mais praticá-la em Alagoas, a terra natal de Pimentel.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O Dólar lá no alto. O Brasil em queda livre.

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O dólar comercial atingiu a maior alta desde o dia 15 de setembro de 2014. Nesta quinta-feira (26), a moeda americana fechou com valorização de 0,6% a R$ 2,885 na venda. Nessa quarta, a moeda havia subido 1,22%.

A alta teve influência de dados divulgados sobre os Estados Unidos sugerindo que o Federa Reserv, banco central norte-americano, pode começar a elevar a taxa de juros em meados deste ano.

Apesar da queda dos preços ao consumidor dos EUA em janeiro e do resultado maior que o esperado dos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, as encomendas de bens duráveis avançaram no mês passado, recuperando-se após quatro meses de queda.

CPI instalada. Com ela, a crise.


Em meio às expectativas sobre as denúncias de envolvimento de políticos na Operação Lava Jato, deputados instalaram nesta manhã a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras na Câmara. Os trabalhos devem ser presididos pelo peemedebista Hugo Motta (PB) e a relatoria deve ficar com o ex-ministro da Pesca e das Relações Institucionais Luiz Sérgio (PT-RJ).

Em plenário lotado, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) abriu a sessão questionando a participação na comissão de parlamentares que receberam financiamento eleitoral das empreiteiras implicadas na Operação Lava-Jato. Ele pediu a destituição dos parlamentares que tenham recebido doações de OAS, Camargo Corrêa Sanko, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, UTC e Toyo Setal, sob a alegação de que a permanência dos indicados levantaria suspeitas sobre a isenção dos trabalhos. Entre os que receberam recursos das empreiteiras estão Motta e Luiz Sérgio. Valente aproveitou para registrar a candidatura à presidência da CPI.

Neste momento, parlamentares estão rebatendo o questionamento, alegando que as doações são legais e que não se pode colocar em dúvida a postura dos deputados que as receberam. "Não há doações que tenham sido feitas às escuras", disse o líder do André Moura (SE). "A questão de ordem do deputado Ivan Valente tem toda razão de ser", pontuou o líder do PPS Rubens Bueno (PR).

A CPI tem 27 deputados titulares e o mesmo número de suplentes. Os trabalhos devem ser realizados em 120 dias.

Madrasta Dilma ensina ao Brasil como desempregar 230 mil em dois meses e negar seguro desemprego


(Estadão) A taxa de desemprego no País avançou para 5,3% em janeiro, a maior taxa desde setembro de 2013, quando havia sido de 5,4%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro de 2014, a taxa estava em 4,3%. A pesquisa é feita nas seis principais regiões metropolitanas do País.

O aumento na taxa de desemprego foi provocado pela dispensa de trabalhadores mas também pelo aumento no número de pessoas em busca de uma vaga. Houve piora na comparação com o mês anterior, mas também em relação ao mesmo período do ano passado. No mês de janeiro do ano passado, a taxa de desemprego foi de 4,8%.

Em relação a dezembro, o número de desocupados cresceu 22,5%, o equivalente a 237 mil pessoas a mais na fila por uma vaga. Na comparação com janeiro de 2014, a alta foi de 10,7%, 125 mil indivíduos a mais desempregados.

Já a população ocupada encolheu 0,9% em relação a dezembro, devido ao corte de 220 mil vagas. Em relação a janeiro de 2014, o total de ocupados encolheu 0,5%, com 109 mil dispensas.O número de inativos recuou 0,2% em janeiro ante dezembro, 34 mil pessoas a menos fora da força de trabalho, mas aumentou ainda 2,9% na comparação com janeiro de 2014, período em que 551 mil indivíduos migraram para a inatividade.

Renda. O rendimento médio real dos trabalhadores registrou alta de 0,4% em janeiro de 2015 ante dezembro de 2014 e aumento de 1,7% na comparação com janeiro de 2014. A massa de renda real habitual dos ocupados no País somou R$ 50,7 bilhões em janeiro de 2015, uma queda de 0,4% em relação a dezembro de 2014. Na comparação com janeiro de 2014, a massa cresceu 2%.

Já a massa de renda real efetiva dos ocupados totalizou R$ 62,5 bilhões em dezembro do ano passado, uma alta de 11,2% em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2013, houve aumento de 2,5% na massa de renda efetiva. O rendimento médio real dos trabalhadores em janeiro foi de R$ 2.168,80, contra R$ 2.161,20 em dezembro.

Eis o programa de TV do PMDB.


Este é o programa do PMDB que vai ao ar daqui a pouco, no horário nobre da TV.

Raimundo Pimentel já está em campanha e não aceita 'vestir pijama', seja em 2016, seja em 2018.

Raimundo Pimentel não aceita vestir pijama de aposentado tão 'novo' e está em campanha desde já, nem que para isto ofusque o início de mandato da esposa. Eles se entendem.

O médico e ex-deputado Raimundo Pimentel está em plena campanha pela prefeitura de Araripina. De modo algum aceita vestir pijama. Este projeto de aposentadoria só passa na cabeça de alguns auxiliares ou seguidores da deputada Socorro Pimentel, sobretudo dos que são de Araripina. Os demais auxiliares da médica, sejam do Araripe ou de Recife, preferem vê-la exercendo longamente seu mandato de deputada, se possível renovando muitas vezes. É obvio o motivo.
Discórdia não é exclusividade do Oriente Médio, onde teocracias malucas e sangrentas alimentam ódios. Discórdia é natural em qualquer democracia e em qualquer ambiente político. É assim no campo da oposição em Araripina como um todo. É assim na situação e é, e com intensidade, no âmbito do casal político Pimentel/Falcão. Basta ouvir os aliados mais próximos de Dra. Socorro. Nenhum nega a intenção de vestir pijama em Raimundo Pimentel em 2016, sob alegação de que ele voltará em 2018 para reconquistar a cadeira na Assembleia Legislativa ora ocupara pela esposa. Acham que ele é mais forte na disputa local, enquanto atribuem maior peso político ao marido em Ouricuri, dando a entender que ele deveria disputar por lá.
Ninguém pergunta, contudo, qual a decisão de prefeitos e líderes políticos de oposição abandonados pelo seu (sua) representante no calor de uma campanha municipal. É claro que todos buscarão abrigo nos braços de algum deputado ligado ao governador Paulo Câmara, deixando sem espaço algum uma pretensão futura  do casal. Basta ver o que aconteceu  ao ex-prefeito e ex-deputado Bringel, quando largou mandato pelo meio e veio disputar a prefeitura de Araripina, deixando claro seu objetivo maior na política.
Provas de que Raimundo Pimentel está em campanha antecipada não faltam. Ele vai ao rádio com a frequência de um cronista político e disse textualmente que faria a interlocução da esposa na região. Até mesmo a Brasília se dirigiu recentemente, para encontro com Armando Monteiro, sem ter preocupação nenhuma no fato de ofuscar o mandato da esposa recém empossada. Também disse em recente entrevista que o 'futuro nos aguarda'.


SITUAÇÕES SE INVERTEM SE MANDATO DE PREFEITOS FOREM PRORROGADOS ATÉ 2018
A situação dos sonhos de Socorro Pimentel é (ou seria) que o mandato dos atuais prefeitos seja aumentado em dois anos, como se desenha na reforma política. Neste caso, a atual deputada faria uma manobra sem riscos para disputar a prefeitura de Araripina, devolvendo as bases ao esposo, talvez intactas ainda. Neste caso, Raimundo Pimentel abdicaria de vez do sonho de se tornar prefeito da capital do gesso e partiria, talvez em partido menor, para reconquistar o mandato de deputado estadual.
Talvez não seja este o seu projeto. Talvez seja sua preferência disputar a prefeitura de Araripina para, até em caso de derrota, se afirmar de vez como líder da oposição e guardar, bem guardado, o cacife que construiu para disputar um mandato de deputado federal, num partido nanico, conservando a esposa na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

CONTEXTO NO CAMPO DA SITUAÇÃO
Caso Alexandre Arraes tenha seu mandato prolongado para 2018, dois sonhos se realizam para o mesmo: o da reeleição (ele ganharia dois anos e somaria a isto o seus seis meses anteriores - sem brigar pelo segundo mandato) e já emendaria direto na eleição de deputado federal, com mais lastro político e também com mais obras para mostrar em Araripina, e também capital acumulado (seis anos de salário de prefeito  na poupança**). Além disto, deixaria sem dúvida um aliado político na prefeitura com o seu afastamento para a disputa, contando assim com a força da máquina à sua disposição. Também diluiria todos os custos de uma campanha federal com os candidatos a vereador, prefeitos, deputado estadual, senador, governador e presidente - Pois a eleição casada tem esse benefício coletivo.

AS DÚVIDAS
A reforma política ainda não foi votada. Apenas sinalizações sobre o fim da releição, alongamento dos mandatos dos atuais prefeitos, coincidência das eleições em 2018, fim das coligações  - são os pontos convergentes entre os parlamentares das maiores bancadas.
Isto implica dizer que não se sabe ao certo se os vices-prefeitos atuais, assumindo a titularidade por vacância do cargo de prefeito em função de afastamento provisório para disputa de outro cargo eletivo, o impede de disputar reeleição. Em pratos limpos: Se, havendo prorrogação de mandatos para 2018 e o fim da reeleição, se o vice-prefeito Valmir Filho e qualquer um outro vice poderá assumir a cadeira de prefeito temporariamente e mesmo assim ser candidato ao cargo que momentaneamente ocupa. Não foi isto o que ocorreu em 1982, em caso semelhante, quando Marco Maciel afastou-se do cargo de governador para disputar o senado e seu vice, Roberto Magalhães, teve que renunciar ao cargo de vice para disputar o governo, deixando o comando do estado com o araripinense José Muniz Ramos, que era presidente da Assembleia Legislativa. Este, agora, é um ponto cinzento, pois toca não só nos interesses de muitos prefeitos e vices, mas também de governadores e vices de todo o País.
Considerando a hipótese de o vice  ficar impedido de assumir a prefeitura para não se tornar inelegível, isto implica dizer que Alexandre Arraes, ao se afastar da prefeitura numa hipotética eleição de deputado federal, com um hipotético alongamento de mandato para 2018, teria que entregar a prefeitura ao presidente da Câmara de Vereadores, caso Valmir Filho seja o seu candidato ou candidato de qualquer jeito.

O QUE DISSE VALMIR FILHO
Em recente entrevista ao programa Canal Aberto, ancorado por Martinho Filho, o médico e vice-prefeito de Ararpina, Valmir Filho (PR), respondeu que é 'candidato a trabalhar ainda mais pela terra em que nasceu', acrescentando que trabalha pela construção solidária de uma candidatura e não uma  imposição.  Em seguida elogiou todos os prefeitos que trabalharam pelo município, esquecendo-se apenas de dois - talvez não intencionalmente. Disse ainda que foi o primeiro a declarar apoio ao prefeito Alexandre Arraes e a Roberta Arraes. No rádio o discurso de Valmir Filho é diplomático sobre a construção de sua candidatura majoritária. No pé do ouvido, seus defensores contam outra história, afirmando que o mesmo não vai esperar por outra oportunidade que não deverá acontecer, até por cansaço.
Em suma: Se a eleição for em 2016, teremos uma disputa envolvendo os nomes de Valmir Filho, Raimundo Pimentel, Dr. Aluísio, que deve receber apoio de Lula Sampaio,  Neste caso, não haveria disputa estadual nem federal, apenas de prefeito e vereador.
Falta a palavra do prefeito Alexandre Arraes. Ele ainda não disse quem apoiará. Caso opte por um outro nome, aí a disputa passa a contar com quatro candidatos, provavelmente. Isto tem poucas chances de acontecer, até porque o prefeito participou ao vivo da entrevista dada ontem pelo seu vice na Rádio Arari FM. As chances ficam ainda mais reduzidas em 2018, quando a unidade do grupo de situação precisa ser trabalhada com maior cuidado ainda. Mas, tudo é possível em política, motivo pelo que fica claro que tudo aqui se trata de lidar com conjecturas.

O QUE DIZ DR. ALUÍSIO COELHO
Nas reuniões por onde anda discutindo temas comunitários e fazendo trabalho voluntário de médico, o piauiense não assume feições políticas. Contudo, nas 'reuniões' do senadinho, onde as perguntas são feitas a queima-roupa sem direito a fugas, o novato assume que não abre da disputa em nenhuma hipótese, acrescentando que se for da vontade de Deus será eleito prefeito de Araripina. Ele é também evangélico.

CENÁRIOS TROCADOS
TODOS MÉDICOS
Contrariando político que no passado exclamou 'chega de doutor' e se deu bem, a próxima disputa em Araripina deve ser travada por três médicos. E isso é bom.

Já num hipotético 2018, com eleições gerais casadas, teríamos mudanças significativas no cenário.
A disputa deveria se dar entre Valmir Filho, Socorro Pimentel e Dr. Aluísio para prefeito, com possibilidade de Lula Sampaio lançar a filha Camila ou Evilásio Matheus, ou ainda apoiar Aluísio Coelho. Na disputa por vagas de deputado, teríamos o retorno de Raimundo Pimentel enfrentando Roberta Arraes (ou outro nome, caso Alexandre Arraes decida ampliar seu palanque e ganhar mais musculatura na briga pela câmara federal).
A disputa para deputado federal teria como nome certo o de Alexandre Arraes. Caso o voto distrital seja aprovado na reforma política, passando a ser majoritária a disputa pelo parlamento, provavelmente outro nome forte entraria na briga pela única vaga no Araripe, ou por duas num distrito maior que iria até o Sertão Central.

Alexandre Arraes é nome certo para a disputa de deputado federal em 2018, passando a ocupar o espaço que Eduardo Campos planejava, provavelmente empurrando os Coelho para mais longe do Araripe ou para a beira do rio.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Pancadas fortes de chuva em Araripina - a mais forte dos últimos anos

Situação agora no pé de serra do Saquinho, região da Feira Nova. Foto de Ernildo Arruda


 Estrada do Saquinho - Foto de Ernildo Arruda


Estrada da Serra do Cavaco - Foto de Josélia Alencar, por ela descrita como 'lagoa'.

Araripina volta a sentir o cheiro e a alegria da chuva. Nas localidades onde as pancadas foram mais fortes, os pluviômetros registraram 73 milímetros em pouco mais de duas horas de precipitação. Isto ocorreu nas regiões da Serra da Rodagem e imediações, compreendendo as serras do Morais, Jardim, Rancho Grande, Cavaco, com notícias de pancadas também fortes em Serrolândia, distrito pertencente a Ipubi, onde as ruas estavam inundadas nas partes baixas.
Também choveu forte na região da Feira Nova, em Araripina. No Sítio Saquinho, o advogado e blogueiro Ernildo Arruda fez registros dos açudes cheios e estradas inundadas. Na Serra do Cavaco, Josélia Alencar fez registros da situação animadora das estradas. Sim! Estrada inundada nas serras representa fartura e animação.

PONDERAÇÕES
Nada indica que teremos um grande inverno para quem vive da agricultura. Março não é mês adequado para plantar feijão, pois o frio prejudica a sanidade das plantas e compromete severamente a produtividade. Contudo, o milho do São João começa a ser plantado nas proximidades da Festa de São José. Já para a mandioca, largamente plantada no início do ano, as precisões são boas. Neste particular, o problema reside no preço mínimo. Também como nas outras atividades, o PT aplicou calote eleitoral e não vem garantindo preço mínimo, prejudicando seus eleitores fiéis do Sertão.

PECUÁRIA - Uma chuva forte traz mais resultados para a pecuária do que dez meses de chuviscos. Os barreiros da serra, onde a chuva caiu forte, a exemplo de regiões baixas, como o Saquinho, estão cheios. Isto é garantia de água para o rebanho. Para a rama os chuviscos já resolviam antes das chuvas mais fortes. As chuvas citadas caíram mais ao oeste de Araripina. Ainda não há notícias tão animadoras para as regiões de distritos fortes na agropecuária, como Nascente, Gergelim, Morais e Lagoa do Barro. A qualquer momento atualizaremos a postagem com informações destas regiões. As nuvens são densas no momento em todas as direções.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

2016 ou 2018? A política em Araripina e a síndrome da bananeira que já deu cacho


A banana é uma fruteira interessante. Tem pseudocaule e dá pseudofruto. E quando dá é 'degolada', entra no facão para abrir espaço à nova planta, que por sua vez terá também pseudocaule e dará pseudofruto. É ainda mais interessante porque seu nome (banana) em português é também o nome em inglês. Cientificamente é denominada de Musa spp e pertence a família musaceae. Até música marcante para a banana foi composta nos Estados Unidos. Portanto, a banana é musa, enquanto alguns políticos são pavões, mas terminam sendo 'banana que já deu cacho' - que entram no facão para abrir espaço ao que vem. O problema é quando o que vem, vem de dentro de casa, como o filhote de bananeira.
Que enrolada!
Voltando a Araripina. Ninguém sabe se a eleição para prefeito será em 2016 ou 2018. Entretanto, a síndrome da 'banana que já deu cacho' levou certas pessoas a atirarem pedra numa bananeira que ainda estava apontando como fio, ou muda plantada. Agora que o cacho da bananeira de Alexandre apontou, ainda em forma de mangará, e alguns já se apressaram para oferecer café frio a quem só cumpriu metade do mandato, ou nem isso, podendo ainda ter mais quatro anos pela frente, a depender da reforma política a ser votada no Congresso.
É dado como certo que a reeleição vai acabar. É dado como certo também que haverá coincidência das eleições gerais no País, acabando essa patifaria de eleição a cada dois anos e bate-boca infernal a toda hora. A dúvida que paira é apenas uma: alongamento dos mandatos de prefeitos atuais para seis anos? Alongamento de mandatos dos atuais governadores, deputados, senadores e presidente para seis anos? Dificilmente o Congresso atual legislará em causa própria. A menos que o PMDB esteja planejando com outros partidos arrancar a 'Sigatoka', ou 'Mal do Panamá'  do Planalto Central e lá colocar o 'Mordomo de Filme de Terror'. Muito difícil falar em mais dois anos para Dilma e PT, pura e simplesmente. O mundo desaba. Os caminhoneiros param o País.

Bananeira que já deu cacho na política existe em todo município, em toda parte do mundo, até nas ditaduras mais sangrentas. Na esfera municipal, então, são incontáveis. Araripina não poderia ser diferente. Bananeira que já deu cacho também se aplica a ex-parlamentares, ex-governadores, ex-presidentes, essa espécie de gente vaidosa que não sabe conviver com o presente, sempre achando que apoia vencedores para por ele governar, para neles mandar - e por isso abrem a bateria de impropérios na tentativa de causar desgaste, a fim de criar dificuldades e abrir espaço para a venda de facilidades. Há exceções, com tudo. Alguns ex-gestores têm a real compreensão da liturgia do 'titulo', e só aparecem quando convidados, não aceitam comparações públicas nem as estimulam, não opinam sem serem chamados e se comportam exatamente como parte do passado.
Fica a seu critério identificar bananeiras que já deram cacho. Aqui e lá longe. A política é implacável por seguir a linha do tempo, as batidas do velho relógio da sólida igreja da humanidade.
Fiquem também à vontade para identificar quem é mangará, quem é cacho verde e quem é filhote nascendo ao lado da bananeira já cortada.
Reflexão: Feliz o tronco cortado que vira adubo fértil, sem ressentimento e sem assombro.


Agora ouça a melhor música já feita com banana

Harry Belafonte - musical

Som original

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Quem da Alemanha entrando aqui? Quem dos EUA? Nem todos estão pulando.


O Meu Araripe está com a perna quebrada em se tratando de postagens. O editor cansou. O combate mais duro ao PT passou a ser feito pelo povo nas redes sociais. Este meio de comunicação ficou um tanto 'velhinho', apesar de ser atual e eficiente.
Por ter deixado o blog largado, despenquei em números de acesso. Nunca foi esse o alvo, mas uma pequena explosão de acessos já ocorreu aqui. Virou regularidade por muito tempo, e se manteve assim até  que cansei. Até peço desculpas pelo abandono. Também peço desculpas aos de longe pela volta fraquinha e com temas locais. Faz parte. Quando éramos poucos na luta contra os petistas, o meu esforço era maior. Mas o PT virou cachorro de rua, aquilo de bêbado - Todo mundo está chutando, e eu sempre corri do lugar comum. O PT está maduro. Vai cair de podre.

Mas... Quem são os alemães e americanos que entram aqui? E indianos, chineses? Não têm o que fazer em plena terça-feira de carnaval, com Olinda fervendo?
Vejam os números do blog na foto acima. Lá para as dez horas da noite, quando o dia se encerra na contagem, devemos ter ultrapassado 1.000 acessos em plena terça de carnaval. É pouco ante os grandes. Mas é muito ante os sensacionalistas que mostram cachorro transando e sangue jorrando. Até mesmo comparando aos tempos 'gordos' de Meu Araripe, quando a marca de dez mil acessos diários foi atingida, a marca de hoje não deixa a desejar. Afinal, o blog está largado.
Mas a foto acima serve para alertar: Vale a pena debater temas relevantes e fugir das tentações contidas no sensacionalismo.  Vale a pena aparecer aqui de vez em quando e dizer certas coisas. Eu sei que quem entra aqui é leitor qualificado. Sei quanto isso vale e o que significa.
Bom carnaval.

Torneira seca; fila longa nos bancos, correios e hospital; trânsito caótico no centro. De quem é a culpa?


Araripina em fotos, ontem e hoje. Uma forma de mostrar que as soluções são outras e urgentes.


Matagal ao redor da matriz, no nascedouro. Quantas cidades polo ficaram para trás?


Cidade nova que surgiu além da Perimetral. Não é demérito algum ser menor que o novo Alto da Boa Vista na região em que vivemos. Na verdade, muitas cidades à beira da BR 316 são menores até mesmo que a artéria à direita da foto, separada pelo matagal, onde mais de 800 novas casas surgiram.


O gesto com o dedo é só uma coincidência captada pelo satélite. Mas muita gente tem esse desejo contido, sobretudo nos bancos, nos hospitais, na frente das torneiras etc.

Araripina vivencia o que podemos classificar de explosão demográfica. Basta percorrer a cidade pelas suas extremidades e levar o pensamento a cinco anos atrás. Tudo mudou, tudo se expandiu. Se fosse um bolo, seria fofo e não liso. Melhor que circular a cidade é reparar foto de satélite. Se fosse uma corrida para saber quem mais se expande para os lados, a concorrência estaria longe de alcançar a capital do gesso. Leia-se por concorrência as cidades de Ouricuri (cidade mãe), Salgueiro (cidade que foi polo solitário), Serra Talhada, Arcoverde e Pesqueira. Basta ver a evolução populacional de cada uma. Basta ver os gráficos de consumo de energia. Basta ver a evolução no quantitativo de 'boletos' de cobrança de água e luz. Ou, se for o caso, se dirigir a cada setor de tributos das respectivas cidades e pedir dados atuais e de dez anos atrás refletindo com exatidão o número de empresas de todos os setores abertas e em funcionamento. Se fosse uma guerra seria um massacre, se considerarmos que Araripina só completará cem anos em 2028 (ver abaixo postagem sobre o centenário) e que as concorrentes, todas, já comemoraram sem tantos motivos seus respectivos centenários. Nada aqui se trata de bairrismo, apenas constatação do obvio.

Acontece que o rápido crescimento de Araripina está gerando dois problemas: Desordem urbana e negligência na oferta dos serviços públicos. A cidade cresce para depois informar que cresceu ao órgão competente. Ou seja: Constrói-se uma casa com uma calçada 50 centímetros acima do piso da rua e só depois a prefeitura toma conhecimento. A mesma casa liga água de chuva no tubo de coleta de esgoto - quando chove, estoura. Constrói-se um bairro novo e só depois de habitado se chega à Compesa para certificar-se de que ela vai fornecer água e esgoto. Óbvio que nada disso chegará razoavelmente. A cidade cresce mais para o lado alto. A Compesa construiu seu sistema de tratamento e distribuição bem abaixo dessa cota. Resultado: O povo foi para onde a água (pouca) nunca chegará, se mantido o sistema precário como está. Mas isso ninguém debate. Interessa a muita gente não discutir isso com profundidade e o mínimo de seriedade. Investir em abastecimento em bairros periféricos não garante retorno, muito menos rápido. Sem contar que, a Adutora do Oeste, tão sonhada e conquistada, passou a servir a dezenas de vilarejos antes fora do planejamento. Mais que isso, a Compesa sempre privilegia Ouricuri, onde a água chega primeiro e onde estão os chefes que decidem no âmbito regional. A primeira luta seria equilibrar o jogo e fazer prevalecer a população de cada cidade, e também o número de indústrias que consomem de forma diferenciada. Em seguida, lutar para captar no Canal de Transposição, ampliando a oferta urgentemente.

A cidade matricula cetenas de carros novos por ano e recebe gente flutuante, sobre rodas, cada vez mais, sempre em função dos serviços bancários, dos serviços e do comércio atrativo para quem mora na vizinhança mais próxima. Resultado disso é inchaço, falta de espaço, falta de estacionamento, falta de segurança para o pedestre. Algumas soluções a longo prazo existem. Mas é preciso mexer com muitos interesses. É preciso picareta na mão e segurança ao lado. É preciso usar a lei e ser duro enquanto gestor. Alexandre Arraes precisa se desfazer do seu habitual 'fino trato' e partir para o 'sai da frente' que atrás vem gente, e resolver essa parte que só a ele compete em relação ao trânsito no centro e imediações.

Mirem nos bancos. Contem as horas que esperam nas filas, o tempo que leva para cada operação bancária nos caixas eletrônicos. É assunto para paleontologia os caixas ainda utilizados, sobretudo na Caixa Econômica Federal. Mas ninguém aparece para multar. Sequer para apresentar projeto de Lei municipal estabelecendo tempo máximo de espera nas filas de bancos e correios. E não pensem que desagradarão funcionários amigos falando isso. Eles também não aguentam a carga sob seus ombros muito menos as queixas frequentes. Melhor para todos, e para eles em particular, é dobrar o efetivo de funcionários e modernizar os terminais. Dinheiro não é problema. Os bancos nadam em bilhões de lucros todos os anos. Basta dizer que o Bradesco vale mais que a Petrobras.

Outra conta debitada aos políticos. Todos eles. O Hospital Santa Maria, único de portas abertas sempre, a qualquer hora, continua sem ter seus serviços contratados pelo Estado. Culpa de Raimundo Pimentel que foi deputado por longos doze anos. Culpa de Lula Sampaio que como prefeito, e com anuência de Raimundo Pimentel, assinou documento transferindo para o Hospital Regional de Ouricuri a gestão da saúde regional via consórcio, obrigando os araripinenses a recorrerem ao regional daquela cidade vizinhas até para nascer, fazendo surgir a 'esperança' de voltarmos a ser São Gonçalo. E culpa do atual prefeito, Alexandre Arraes, que ainda não conseguiu se livrar do abacaxi - por enquanto, só a promessa de Paulo Câmara de vir à cidade ver de perto e apresentar o primeiro conjunto de soluções para O HMSM e para a saúde como um todo (Desde que não acredite no conto do vigário e aposte em construir nova estrutura para a qual não dispõe de dinheiro para fazer funcionar).
Araripina cresce a apresenta problemas decorrentes disso. Contudo, o drama maior  não está no conjunto de problemas, mas na falta de debate aberto e franco. Sem isto, não virá solução. Interessa a muita gente que tudo continue como está. A quem?
O ritmo de crescimento de Araripina é chinês. Deve sair da frente quem anda a passo de cágado e diz que não há solução para os problemas.

Esgoto entupido. Esgoto parado. Esgoto sem dono.

A FLAMAC, seus estragos visíveis e a indignação do povo do Bairro Zé Martins. Tudo foi esquecido depois que os tubos foram enterrados junto com cerca de 30 Milhões de Reais em Araripina. Alguém saiu ganhando com isso?

Por onde anda você, FLAMAC? O que fez com os recursos destinados ao serviço de esgotamento sanitário de Araripina? Faltou verba? Fez doações generosas a políticos ligados ao PT? Quanto já gastou? Quanto falta gastar? O que falta fazer?
Só perguntas, nada de afirmações. A única afirmação possível é que a Codevasf, enquanto órgão público federal, rasgou Araripina, rua por rua, de cima a baixo, enterrou canos, deixou danos, ondulou toda cidade e sumiu, sem nada concluir, sem nada de esgoto coletar, sem nada de esgoto tratar.


Uma boa reportagem da TV Nordeste retrata o transtorno e induz uma pergunta: E as reuniões semanais? Quem delas participava?

Enterrou tubos e nenhum domicílio ligou aos mesmos. Também não construiu as estações de tratamento de esgoto. Sumiu sem dar notícia. Deixou Araripina com as ruas esburacadas e calçamentos desnivelados. Até água com esgoto misturou em alguns lugares. A obra faz parte do Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco. Alguém acredita? Se acredita, basta dizer que a maior cidade não ribeirinha ainda joga na bacia hidrográfica do Velho Chico, sem tratar, todo os resídios líquidos. Mas milhões foram enterrados. Nem Marina Silva, nem seu velho PV, nem sua nova Rede, ninguém do 'mundo verde' abre o verbo para denunciar.
Eis um debate que precisa ser travado nas emissoras de rádio e na omissa TV Grande Rio - que (quase) só destaca problemas e soluções de Petrolina . Eis um assunto que precisa ser tratado na câmara de vereadores de Araripina e na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Mas será que assunto sério vira pauta? Será que todos ou alguns têm independência suficiente para mudar o foco dos debates inócuos que ora dominam? Há seriedade naqueles que definem a pauta política ou o interesse é só desgastar, sem o problema principal enfrentar?
Alguém quer esclarecer que não haverá Araripina sem muriçoca sem deixar a cidade seca, livre dos esgotos que correm pelo canal de São Pedro? Alguém tem interesse de informar que aquele canal contamina muita gente, muitos animais, muitos alimentos?
Mais que isso. Alguém tem coragem de levantar o debate sobre o verdadeiro motivo de haver esgoto estourado na cidade? Tem coragem de informar que em muito se deve a abuso de quem constrói e liga água de chuva à rede de esgoto? - Sem que a prefeitura tenha chegado a tempo de impedir (no passado e no presente), como também não impediu a obstrução de calçadas ou construção de 'quebra-pernas' onde se deveria construir calçadas.
Estranhamente estes são temas que parecem proibidos, tanto para oposição quanto para situação.
Precisamos entender melhor este fenômeno. Precisamos dar descarga na hipocrisia e mandá-la na rede de esgoto como salvação de Araripina daqui até seu centenário. E aqui aproveito para sugerir que leiam o blog mais abaixo, onde trato de questão relacionada ao centenário da cidade. Para quem chegou a esta postagem por meio de link, basta clicar na cara do chato que edita o blog para ter acesso a todo ele.
Mas antes de entender, é preciso responder: Alguém paga alguma taxa de esgoto em Araripina? Vem essa taxa na conta da água? Se não vem, como fazer a manutenção da rede? A prefeitura está gastando vela com defunto alheio? Quem é a dona da rede de esgoto? Quem pode vendê-la a terceiros para exploração dos serviços? Isso vale uma fortuna ou só causa dor de cabeça? Onde estão nossos representantes que não adotam essa pauta indigesta e mal cheirosa?
Peço a sua ajuda para levar esse tema adiante, para ajudar a impor outra pauta que não esta de faz-de-conta que adotam como se fosse a coisa mais importante a tratar. Já que você não paga nada para entrar aqui, contribua com um compartilhamento nas redes sociais.
Não espere que os políticos de oposição ou situação, ou seus emissários, façam isso por você. Eles têm outras coisas a fazer.

2015 vai começar na próxima quarta-feira - ingrata. Problema de Dilma.


Ela prometeu mundos e fundos. Está negando tudo e entregando apenas o que sai dos fundos. Ela acusou os adversários de fazerem tudo errado - aquilo que mais faz. Ela acusou os adversários de calote eleitoral, que viria com aumento dos preços, tarifaços e venda de bancos públicos - justamente aquilo que planejava e ora executa, bastando comparar o preço dos combustíveis, da energia, dos alimentos e a venda da CEF em encaminhada. Ela acusou os adversários de esconderem seus erros e protegerem seus malfeitores - ela nomeou um ministro da justiça que usa a sede do ministério para planejar final melancólico para a Operação Lava-Jato.
Ou seja, é uma delinquente recorrente, uma mafiosa sem máscara, uma chefe de quadrilha que recebe ordens de todo tipo de chantagista, uma atabalhoada que entrega o coração do governo aos 'patrões' para salvar a própria pele, deixando à deriva uma Nação inteira. Basta ver: Agricultura nas mãos da líder maior do agronegócio - Kátia Abreu, presidente da CNA e senadora pelo partido que ocupa os cargos da linha sucessória, o PMDB; Desenvolvimento Econômico nas mãos do líder maior dos patrões da indústria - Armando Monteiro Neto, presidente da CNI, senador pelo PTB, partido que apoiou formalmente Aécio Neves. A economia toda na mão de pessoas de confiança do mercado. Na mais cristalina verdade, o Bradesco nomeou o ministro que ditará o rumo de seus lucros.
É ou não é uma pilantra essa senhora sessentona que acusou Marina Silva de fazer o 'jogo' dos banqueiros? É ou não é uma 'atriz' de má índole que acusou os adversários das pilantragens que ela própria comete?
Pois bem, dona Vana do coração valente, 2015 finalmente vai começar. E se depender do humor das ruas de nada adiantará chamar de volta o marqueteiro. Ele ajudou a mentir e deu certo na campanha. Mas nada indica que dará certo com a mentira andando ao lado do mentiroso. Basta uma passada no posto de combustíveis para a raiva aumentar. Basta uma conta de luz chegar para a fúria ficar incontrolável. Basta uma tentativa frustrada de um jovem que tenta o prometido FIEIS para as ruas se encherem de caras-pintadas. Nem vai precisar do reforço daqueles que acreditam no seguro desemprego que não terão.
Repetindo: 2015 começa logo agora, quarta-feira, quarta ingrata. Muita gente lisa, endividada, de ressaca, desorientada e sem entender as bobagens que fez nas urnas e por trás das máscaras no carnaval que finda. Problema de Dilma.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Em fogo cruzado no Senadinho, prefeito não deixou pergunta sem resposta e ao final garantiu: Araripina será pólo educacional e de energias renováveis.


O prefeito Alexandre Arraes acaba de sair do Senadinho, na praça do Hospital, onde enfrentou 'plenário' lotado e até 'senadores' nunca vistos por lá. Ouviu o que queria e o que não estava acostumado e respondeu no mesmo tom que lhe chegava, mostrando maturidade e muita calma.
Desde sua relação política com Bringel ao 'arranca-rabo' entre Raimundo Pimentel e Boba Sampaio, que amanhã se estende para Lula, que também vai ao rádio.
De onde menos esperava, o prefeito ouviu ponderações. Um estudante-agricultor, da Serra do Simões, com muita honestidade se disse eleitor da oposição para opinar. E discorreu bem, cobrando desarmamento dos palanques e mais entrosamento com o governo federal, para que Araripina possa se aproveitar mais dos programas federais. Nesta hora, o prefeito citou dois exemplos para desmontar o 'discurso' que parecia muito calculado. Falou da UPA que recebeu dinheiro para construir, no valor de 2,4 milhões, que terá custo de manutenção mensal de R$ 500 mil, momento em que o governo federal abadona o projeto mandando apenas R$ 100 mil, deixando um gasto mensal de 400 mil para o município. Nesta hora, informou que o prefeito petista de São Paulo construiu uma dessas UPAS e decidiu devolver o dinheiro em 30 meses, passando a utilizar o prédio para outra finalidade. Também falou das creches, informando que todo dia olha para o dinheiro de três unidades a serem construídas mas o governo federal é quem as construirá, como acontece em todo Brasil, emperrando o programa, sem que o município possa fazer nada para acelerar.

Sobre Bringel, disse que tem paciência com ele, mas que para tudo existe um limite. Prefiro manter as condições de governabilidade', ressaltou.
Sobre Raimundo Pimentel, disse que já está preparado para o 'nível de agressividade costumeiro' do ex-deputado, mas que responderá com obras e com verdades, jamais com agressões.
Sobre seu candidato a prefeito, informou que o nome surgirá de pesquisas qualitativas, através da qual o povo dirá o perfil desejado.
Em relação a parcerias com o governo do estado, avisou que Araripina sediará o programa Pernambuco para Todos no mês de março, momento em que o governador virá ao município colher as prioridades da região para transformar em ações. Adiantou que o Hospital Santa Maria terá serviços comprados pelo estado, já tendo tratado desse assunto com o Palácio. Aproveitou a presença  lideranças jovens para informar que a Universidade de Pernambuco será instalada na região, em Araripina e Ouricuri.
O prefeito disse de peito cheio que Araripina será o Pólo Nacional de Energias Renováveis, pois concentrará tanto a logística quanto a produção de energia Eólica e Solar, numa escala de investimentos que será muitas vezes superior ao que ocorreu em Salgueiro em virtude das obras da Transnordestina e Transposição. Com uma diferença, frisou: 'Aqui os investimentos se estenderão pelos próximos dez anos e as obras serão definitivas, ficando a nossa cidade como centro de todos os negócios diretos e indiretos relacionados com a produção de energia renovável'.
Cerca de vinte perguntas foram feitas a queima roupa. Teve churrasco. Só não tive tempo de corrigir o texto acima.
O senador está sóbrio mas não está com tempo para corrigir nem para melhorar a narrativa. Vai assim mesmo, por dever de informar.

Pergunta de paciente em longa fila

Raimundo Pimentel, que voltou a assumir funções de médico, vai topar o desafio de Boba Sampaio e 'doar' dois plantões por semana ao Hospital Santa Maria?

Tempo quente

Hoje Boba Sampaio acrescentou mais um grau ao já estourado termômetro da política local. Devolveu pancadas que levou de Raimundo Pimentel na Rádio Arari. Repetiu mais uma vez que quem derrubou Lula foi Raimundo e outras coisas mais. Inclusive, sugeriu que o agora ex-deputado ajude Araripina doando dois plantões por semana ao Hospital Santa Maria.
Amanhã é a vez de Lula Sampaio fazer seu desabafo no Programa de Martinho Filho.

Prefeito no senadinho

Hoje o prefeito Alexandre Arraes estará no senadinho, às 19:30. Debaterá assuntos do momento com os presentes. Certamente vai matar algumas curiosidades sobre especulações que circulam na cidade, espalhadas por plantonistas da Rádio Peão dos adversários. Ontem quem esteve depois do 'grande expediente', já beirando 11 da noite, foi o vereador Bringel Filho. Foi lá depois de soltar algumas farpas na câmara de vereadores.

ARARIPINA: AGENDA DO CENTENÁRIO. CABE PERGUNTAR PARA ONDE VAMOS.


Em 11 de setembro de 1928 Araripina livrou-se do jugo de Ouricuri. A partir dali, passou a ser comandada pelos seus próprios moradores. Na mesma ocasião, Barra de São Pedro teve o mesmo privilégio. Araripina se reuniu e pensou grande, construiu elegante matriz, ruas largas, gigante avenida partido da igreja. Sonhou alto, alcançou. Nada com usura, tudo com determinação e ternura. Prova disso é que Francisco da Rosa Muniz, o patrono da emancipação, sequer quis ser nomeado prefeito, preferindo ajudar a construir a nova cidade, doando de seus pertences para edificar o que é coletivo. Até pouco tempo as pessoas doavam. Assim, famílias abnegadas doaram terrenos para construção de órgãos vitais para o desenvolvimento, a exemplo da Justiça do Trabalho, da Escola Luzanira Ramos e Fórum de Justiça. Se os doadores seguiram a bíblia, dando com uma mão sem que a outra veja, não me compete aqui fazer revelações desnecessárias. O fato é que nesse ambiente de doação e união, Araripina cresceu, ultrapassou a cidade mãe, deixou par atrás até mesmo Pesqueira, a cidade sede da então diocese que nos enviou o primeiro Padre, Luis Kerle. Ultrapassou Salgueiro, outra cidade centenária e tantas outras que se emanciparam bem antes. Plantou, implantou, produziu, colheu, multiplicou. Criou tanto que atraiu a usura, a cobiça, a inveja, a intriga. Agora, correndo sérios riscos de se tornar instável, precisa se prevenir, se rediscutir, se organizar e fechar pactos de proteção, crescimentos, evolução e paz duradoura.
Barra de São Pedro fez diferente. Aquele lugar, que também se emancipou e cortou laços com Ouricuri, preferiu brigar pelo que ainda não existia, amplificar o volume das vozes discordantes e terminou perdendo o foco e a até a independência que conquistou. De lugar mais próspero que Araripina, então São Gonçalo, voltou à condição de distrito de Ouricuri. E assim, isolada, ainda permanece.
Em 2028 Araripina completará 100 anos. Imitando Barra de São Pedro do passado, a capital do gesso de hoje vive inundada de ambições. Alguns políticos e empreendedores se desdobram para realizar e produzir. Outros, numa guerra fraticida pelo poder, espalham o ódio, desviam o foco, dissipam as forças e até sopram contrariamente ao vento que quer trazer a bonança. Cercados de pessoas com baixo grau de sanidade, certos políticos ateiam fogo nos extremos da 'cercania', tentando desacreditar os que lutam, os que fazem, os que produzem, sem nada construir, sem nada edificar, sem gota sequer de suor deixar rolar na árdua batalha para fazer Araripina prosperar. São agentes da discórdia em ação desenfreada. São agentes do atraso usando toda capacidade de emperrar em desfavor do futuro de Araripina e daqueles que querem o bem deste lugar. Só ganância, nada de projeto. Só verborragia, nada de ação. Na verdade, são agentes do mau recado implantando a discórdia, colocando mau gosto em tudo, emperrando a roda da evolução para mais adiante se apresentar como alternativa ao que tentou destruir ou fazer parar.

UMA AGENDA PARA O CENTENÁRIO, URGENTE!
Precisamos substituir a agenda do agouro pela AGENDA PROPOSITIVA DO CENTENÁRIO. É urgente. Nós, enquanto sociedade, precisamos fundar a Associação do Centenário e dos Amigos da Verdade. Uma associação sem fins lucrativos capaz de discutir o futuro de Araripina, estabelecer metas, criar grupos de trabalho e de acompanhamento de ações. Nós, enquanto araripinenses, precisamos conhecer de perto o nosso Plano Diretor, precisamos implantá-lo, rediscuti-lo, regulamentá-lo com as leis e decretos que se perderam nesse espinhoso caminho da discórdia. Precisamos juntar os araripinenses do bem de um lado só e os do mau gosto e do agouro do outro lado. É preciso deixar isso muito claro.
Na Agenda do Centenário cabe debate e diálogo, jamais ataque e monólogo dos desatinados.
Precisamos com urgência definir Planos Urbanísticos para a sede do município e para cada sede de distrito e povoado. Precisamos de um Plano Urbanístico específico para a margem da BR 316 e outro para  a  Perimetral. Igualmente precisamos definir quantas faculdades e de que vocação estaremos oferecendo aos nossos jovens em 2028. Quantos leitos hospitalares e quantos médicos; quantas salas de aula e quantos professores capacitados; quantas praças e parques, quantos árvores por habitante; quantas bibliotecas e salas de estudo com internet liberada; quantas indústrias e quantos centros de distribuição; quantas cisternas na zona rural e quantos poços jorrando água; quantos campinhos  para a criançada jogar em segurança; quantos abrigos para os idosos de hoje e para nós que hoje lutamos e até para os que brigam pelo poder - pois todos têm direito a digno repouso.
Enfim, precisamos discutir onde estamos e para onde vamos. O que temos e o que pretendemos ter. O que somos e o que pretendemos ser. A Agenda do Centenário é para ontem. A criança que hoje anda no colo da mãe não quer saber de brigas nem de intrigas, ela quer futuro.

COBRANÇAS PRECISAMOS FAZER
A última eleição de governador foi disputada por dois candidatos. Um foi vencedor e se chama Paulo Câmara. É novato na política e não venceu em Araripina. Contudo, precisa pagar caro pelos votos que tirou em nossa cidade, pois aqueles que lhe foram dados são e sempre serão orientados pela visão ampla do desenvolvimento. Estes eleitores não se curvam a nenhum tipo de programa assistencialista muito menos tiram proveito da ignorância alheia. Ao contrário, pagam preço elevado por defender o que é melhor para o município, para Pernambuco e para o Brasil.
Portanto, cabe a Paulo Câmara solucionar gargalos que temos: Saúde, comprando serviços do Hospital Santa Maria, que chega com mais eficiência do que um hospital público que demora a chegar; Segurança, com um Comando de Polícia de Fronteira, se possível no Hotel Pousada do Araripe; estrada ligando a PE 585 a Salitre e BR 316 a Lagoa do Barro; Universidade Pública (UPE); escola pública de ensino médio para acolher alunos aplicados visando ocupar as vagas oferecidas nas universidades; solução para a falta d'água no campo e na cidade, entre outros.

O candidato derrotado, Armando Monteiro Neto, é velho na política e grande devedor de Araripina. Aqui ele foi votado desde que criou  dentes na política. Não apenas foi o mais votado na cidade agora, como foi para senador e muitas vezes bem votado para deputado federal. Até agora nada fez para pagar os votos que tirou. Portanto, deste cidadão honrado que hoje é Ministro do Desenvolvimento, devemos cobrar a lista abaixo:
1) Sede própria para o SEBRAE (lembrar do 'Palácio' prometido no passado)
2) Implantação com sede própria do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial); SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural); SENAT (Serviço Nacional de Aprendizagem em Transportes); SEST (Serviço Social de Transportes)
3) Implantação de Gasoduto para atender a demanda do gesso e implantação de novo pólo industrial, de preferência atendendo ao Cariri cearense, Sertão do Araripe e Sertão Central;
4) Instituto Federal de Ensino

ESTA É UMA 'REPORTAGEM' EM CONSTRUÇÃO. AS CONTRIBUIÇÕES OFERECIDAS E VÁLIDAS SERÃO INCORPORADAS. AQUI O DEBATE SE ESTENDERÁ. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Reunião, com ou sem bringelistas.

O prefeito Alexandre Arraes reuniu seu secretariado hoje à tarde. Até agora, ninguém deixou escapulir uma vírgula. Pelo visto, o tema foi de alta voltagem. Sabe-se lá como funciona uma reunião de secretários para tratar de temas políticos com pessoas de Bringel no recinto, sendo ele parte do motivo da reunião. Por isso, o ex-prefeito não deve ter sido tema central do encontro. Se tiver sido, certamente o constrangimento não foi pouco. Tá sendo complicado tratar de assuntos dessa natureza. Ninguém queira está na pele de Alexandre nem dos indicados de Bringel para as secretarias municipais. Por isso, muitos ainda acreditam que Bringel  ouvirá muita gente antes de desembarcar de vez do grupo que governa.

Lula Sampaio volta ao rádio. Nesta SEXTA, pela manhã, estará na Arari devolvendo as pancadas que levou de Raimundo Pimentel. Talvez se dirija também a Bringel.


EDITADO: Entrevista foi adiada para sexta-feira, segundo fonte segura.

Araripina não muda no campo político. A cena de amanhã cedo, se bem ouvida e refletida, nos remete a vinte anos atrás, ou mais. Uma velha Fita k7, com áudio da Rádio Voluntários da Pátria, gravado nos idos  anos 90, pode simplificar a compreensão de tudo. Nesta dita fita o ex-deputado Raimundo Pimentel 'solta os cachorros' no então deputado Valdeir Batista. O motivo era político, ou mais precisamente uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Pimentel se despedia da Gerência de Saúde, por demissão, por contrariar interesses diversos, sobretudo de quem o indicou. Na época, poucos acreditavam que o 'alagoano' conseguiria chegar lá e a fita foi reproduzida à exaustão em várias emissoras e sistemas de som. Muitos políticos regionais tinham interesse em promover o ocaso político de Valdeir Batista, um empresário bem sucedido que ficava 'sedutor' para as bases a cada quatro anos - embora também tivesse uma bandeira louvável, a Adutora do Oeste, que muito tempo depois aconteceu sob Jarbas Vasconcelos. A cadeira de Valdeir era sonho de muitos.
Pois bem. Aquela fala pensadamente agressiva contra um político forte virou moda de então até hoje. Raimundo Pimentel se destacou batendo forte, contestando personalidades e por isso se firmou e conseguiu mandato atrás de mandato. A cada eleição sua, o que ocorria sem providências abundantes no campo das ações - diferente de José Ramos e Felipe Coelho - cristalizava-se a ideia de que BATER sem piedade trás resultados nas urnas com generosidade. E dava audiência fácil, um fato confirmado por muitos anos com a audiência obtida por programas do Ratinho e assemelhados.
Lula Sampaio também chegou à prefeitura de Araripina fazendo oposição consistente e verbalmente abundante pelos meios de comunicação e à boca miúda. Subiu batendo e desceu apanhando. Apanhando sobretudo de Raimundo Pimentel, aliado e parceiro político com quem conheceu o olimpo e o limbo. Foi Pimentel quem deu as estocadas mais precisas. Foi a assessoria do deputado quem preparou toda papelada que, assinada por vereadores, redundou no afastamento de Sampaio da prefeitura da capital do gesso.
Pimentel queria - a acreditava - que seria o candidato do chamado 'Frentão', grupo formado por todos que eram e foram para a oposição a Lula. Após descobrir que não teria chance de emplacar o Interventor, reduziu a marcha no grupo de oposição. Após descobrir que não seria  candidato de Eduardo Campos, rompeu com a oposição e se aliou a Lula novamente, conseguindo deste seu apoio, um estranho apoio.

TIROTEIO VERBAL
O estilo de Raimundo Pimentel fez moda. De lá ara cá, acordar com as rádios locais com a temperatura verbal em escala febril virou regra. Todo mundo se encorajou. Criou-se um maniqueísmo brutal - sendo meu aliado é santo, sendo meu adversário é satanás. Pouca ponderação, pouca razão, pouca confiança, poucos amigos de verdade.

LULA VOLTA AO RÁDIO
Amanhã, quinta-feira, às 7 da manhã, Lula Sampaio romperá 'ruidoso' e longo silêncio. Voltará para responder ataques de........ de Raimundo Pimentel. Lula e Boba, seu irmão, duramente atacados, estarão juntos no programa Canal Aberto, ancorado por Martinho Filho, na Rádio Arari FM. Entre outras coisas, repetirá que o 'golpe' que o afastou da prefeitura foi dado por Raimundo Pimentel. Também mandará recados a outro politico local que andou espalhando boatos sobre posse em secretaria que não foi oferecida nem aceita.
Quem acabou de retornar à cidade e ligar o rádio ficará com a impressão de que os últimos vinte anos não se passaram. Só terão certeza de que estão enganados ao olhar no espelho e ver as pregas no rosto. Ou se olhar retrato atual dos atores da cena política local.

sábado, 31 de janeiro de 2015

Valmir Filho disputa com o coringa

Enquanto Raimundo Pimentel conhece o 'adversário' dentro do próprio grupo, que é a esposa, o médico Valmir Filho não conhece mais o seu rival no grupo de situação, depois que o ex-prefeito Bringel trombou com o prefeito Alexandre. Um blog da cidade, com fontes confiáveis no gabinete principal da prefeitura, articula um nome e a este chama de coringa, traçando paralelo com a eleição de Paulo Câmara. Daqui para outubro o coringa terá que colocar a cara e se filiar a algum partido. Só a partir daí o atual vice-prefeito terá com quem duelar no seu grupo. Ironia mesmo seria o coringa dormir no mesmo quarto, na mesma cama de Valmir Filho e atender pelo nome de Dra. Carla. Neste caso os dois médicos teriam que superar suas esposas para travarem a batalha final.
Tem mais médico na pré-disputa pela prefeitura: Dr. Aluísio Coelho. Por falar nisso, ele  é casado com uma médica. Também haverá disputa por indicação nesse quarto?
Se houver briga será de travesseiro. Dói não.

2016: Casal não disputa

Ouvindo os aliados de primeira hora de Raimundo Pimentel, não resta dúvida de que o candidato a prefeito do grupo é ele. Ouvindo o tipo de verbo que o mesmo vem fazendo uso nas emissoras de rádio, menos dúvidas fica ainda. Mas não é isto o que uma parte quer, sobretudo aquela mais ligada por laços de sangue à médica e agora deputada Socorro Pimentel. Mesmo sabendo que tanto ela quanto Raimundo perderão as bases e o discurso para reconquistar cadeira na Assembleia Legislativa caso haja abandono ou tentativa de abandono do mandato em troca pela prefeitura de Araripina, essa ala prefere a doutora ao doutor. O certo é que casal não disputa eleição, sequer registra chapa. Um terá que ceder. Uma disputa muda que já foi com Lula Sampaio agora não sai mais da mesma casa. Na verdade, se de fato existir como pregam os próprios aliados, é dentro do quarto de casal. Talvez por isso, mais fácil de resolver. Ou não.

Alexandre Arraes: 'Águas dormentes' à jusante na política regional


Referindo-se a cursos d'água seria no mínimo estranho falar de água dormente à jusante. Dormentes são as águas represadas, paradas, sejam muitas ou poucas, desde que antes da parede de barramento ou em lagos sem sangradouros, coisa do gênero. Portanto, água dormente está à montante, ou antes da parede de barramento, e nunca quando deveria descambar para o mar, jusante.
 O palavrório acima tem o fito apenas de situar o leitor mais desacostumado com  temas hídricos, para engatar no político.
Acontece que Araripina vive uma situação sui generis, tendo um prefeito que trabalha conforme - ou perto - do que foi prometido em palanque mas padece para manter perto de si a base aliada, ou pelo menos aquela ala que detém o poder de comunicação.  Que Alexandre Arraes, em termos administrativos, é um grande lago (de obras) sem correnteza (eleitoral) à jusante do seu grupo em Araripina isto ficou provado na eleição passada, quando sua esposa Roberta foi largada à própria sorte na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. 
Abertas as urnas, confirmou-se apenas o que boa parte do QG da conspiração já previa: Roberta Arraes derrotada em Araripina, e diga-se de passagem, derrotada pelo próprio grupo, ou parte dele, haja vista que sua adversária na disputa, que saiu-se majoritária, praticamente abdicou do direito de fazer campanha na reta final, sobretudo no dia da votação. 
A situação é mesmo sui generis e disso poucos usam  argumentos convincentes para discordar. 
Perguntado se o prefeito trabalhou, a resposta de qualquer um é SIM. Perguntado quais as principais obras, todos sabem citar várias: Perimetral, estrada do aeroporto, Hortigranjeiro (reformas), estrada de Rancharia, de Nascente,  Escola Técnica, muitos poços, muitos bairros calçados ou sendo asfaltados, sistemas de abastecimento, muitas escolas nucleadas, postos de saúde reformados e ampliados, muitas quadras esportivas. A lista é grande e entre os ex-prefeitos, apenas Valmir Lacerda chega no jogo com cartas na mesa para uma boa disputa. Do ponto de vista de equilíbrio entre compras e pagamentos, há que se questionar algo após a eleição, quando o fluxo sofreu alterações, com mais gastos e retração de receitas. Mas esta é uma situação alastrada por todo Pais e com a qual Araripina já se acostumou nos últimos anos. Não seria motivo, portanto, para aliados de peso, com suas contas e tamanho em dia na prefeitura, espernearem e usarem experiência polícia e força nas bases para estancar, represar, ou como diz o título da postagem, fazer de Alexandre Arraes 'água dormente' .


AS JUSTIFICATIVAS
São poucas as opões de argumentos para explicar o quase inexplicável, quando o tema é popularidade ou força política de Alexandre Arraes. A cadeira do prefeito, que não tem mais direito à reeleição, pode simplificar a tarefa. Muitos argumentam que parte do motivo está na escolha do secretariado, mas esse é composto, basicamente, por gente ligada aos 'expoentes políticos' descontentes e que assopram o chamado fogo amigo. Basta exercitar a curiosidade para ver que aqueles que menos ou nada indicaram para a equipe de Alexandre Arraes são justamente os que menos se importam com suas escolhas. 
Provavelmente, ou quase certamente, o que está causando o represamento no curso da água política de Alexandre Arraes é a pouca perspectiva de espaço no seu grupo. Muitos querem disputar a prefeitura com apoio do prefeito, mas ele só tem direito a uma indicação. Esta ainda não foi feita, o que leva muitos a puxarem o freio de mão quando instados a defender o legado do gestor municipal. 
Outro ponto de estrangulamento é a constatação de que aquele que perder a disputa interna pela cadeira de prefeito não terá outra opção de destaque, visto que Roberta Arraes deverá assumir a cadeira de deputado na Assembleia Legislativa e por isso disputar a reeleição, enquanto Alexandre Arraes sonha com uma cadeira na Câmara Federal. 
Quem traçou projeto político tão audacioso já morreu em trágico acidente aéreo. Muito provavelmente Roberta Arraes teria sido eleita com vida de Eduardo Campos. Ele planejou tudo e veio pessoalmente, logo no início da campanha, inflar o balão da comadre. Alexandre Arraes trabalhava com outras variáveis, não estas. 
Também alguém poderá afirmar que os pretendentes a comandante do grupo viram na morte de Eduardo Campos uma chance de minar e liquidar Alexandre Arraes. É. Pode ser. O que ninguém combinou foi o nome do substituto nem a sua origem ou compromisso com Araripina. 
O Brasil não tem mais Eduardo Campos. Pernambuco ainda chora a sua morte. Resta a Alexandre Arraes minimizar a perda e adaptar sua rota. Ou não. Mas se decidir peitar as forças oponentes empunhando as mesmas bandeiras e almejando os mesmos espaços, não poderá entrar na guerra contando com soldados que lhe apontam armas pelas costas. Ou os converte, ou os dispensa. Bolo que demora muito tempo no forno queima as bordas e até o miolo. 
As águas dormentes de Alexandre Arraes, que se calcula pelas obras realizadas, podem até ser muitas e voltar a percorrer com velocidade a correnteza. Mas da forma que está, sem saber a direção a tomar, pode sumir na loca e o resto evaporar com o passar dos meses, considerado esse escaldante verão no seu grupo de origem. Sem saber a direção fica na minha conta. O prefeito pode saber e está guardando para hora melhor de externar, até como forma de testar a fidelidade da tropa.
A decisão é dele. Só dele. A decisão de escolher trabalhar com os fiéis e reconquistar os insatisfeitos, a decisão de sinalizar com quem marchará na disputa pela prefeitura em 2016, a decisão de descartar parte do grupo se dele estiver saturado, a decisão de chamar mais gente nova e de fora para repor peças....
Enfim, fazer política e transformar água dormente em água corrente, ladeira abaixo. Alexandre não tem mais dois anos para fazer isto. Na verdade, em outubro próximo a geografia política estará quase definida com o fim do prazo para filiação partidária.  Duas alternativas se apresentam: 1) Alexandre sairá fortalecido da prefeitura, com um sucessor confiável e um grupo forte para alavancar suas campanhas. 2) Nada mudará e Alexandre será apenas um ex-prefeito com poucos amigos, cuja missão será, fora da cadeira que ora ocupa, pavimentar a releição da esposa. Tudo é possível.  O que está provado é que trabalhar muito não resolve por si só. O 'solvente' que traz homogeneidade à massa  atende pelo nome de política.

sábado, 29 de novembro de 2014

Araripina ficou maior e mais complexa, mas há jeito para o seu trânsito caótico.

Em 12 anos a frota de veículos de Araripina foi multiplicada por quatro, saltando de 7.807 para 31.290 veículos matriculados.

A sede urbana do município de Araripina não é só para seus moradores. E isso é bom. Sinal de força econômica e centralidade. A força econômica dos moradores do lugar, que concentra 31.290  veículos em 2014 - número apenas  dos matriculados no município, sem contar os de moradores que não transferiram a placa - também é a força que desorganiza e conturba o trânsito e a vida dos moradores da sede, jogando por terra o conceito de urbanidade e o conforto que se espera quando se faz a escolha de morar numa cidade e integrar uma 'civilização' - rebuscando o termo francês 'bourgeoisie' apenas no que tange ao (re) nascimento comercial e urbano e desconsiderando as várias críticas dirigidas aos moradores das boas cidades pelos comunistas  e desconstrutores de todas as civilizações em todas as épocas e em todas as partes. O fato é que morar na cidade é mais caro, mas deve ser confortável e extremamente mais prazeroso. O que não está sendo integralmente  possível em Araripina, ultimamente, em virtude do trânsito e de outras 'anomalias' provocadas pela riqueza produzida e pela pobreza atraída em virtude das vantagens que capital do gesso oferece em relação aos lugares vizinhos, próximos e também mais distantes.
Frota regional: Araripina concentra 30% da frota regional


Tomem por base apenas a frota de veículos do município, sem adicionar um só veículo matriculado fora nem as cetenas dos chamados flutuantes, especialmente coletivos. Temos a média de 1 veículo para cada grupo de 2,5 habitantes. Piore a análise, considerando que no mínimo 90% destes veículos ficam diariamente concentrados num eixo que vai da rua do Hospital até o fórum da cidade, com predominância na área de bancos, que coincide com a área do comércio central. Se no passado fizemos a opção pela centralização, estamos no presente pagando o preço por ela, enquanto não ousamos e usamos o poder para impulsionar a descompactação, que só se dá através da expansão dos serviços, sobretudo bancários.

SORTE QUE TEMOS AS SOLUÇÕES
TERMINAL DE PASSAGEIROS -  Roça de Seu Valdemiro/ Esquina São José: De uma esquina a outra da Rua Boaventura, deve-se planear e equipar com uma coberta para passageiros e banheiros. Único lugar público, amplo e perto de tudo, inclusive do comércio dominante.

Para cada problema, uma solução. Apesar dos transtornos parecerem sem 'cura', na verdade não é bem assim. Araripina tem solução para quase todos os seus males da nova sociedade consumista. Seu traçado, associado aos espaços urbanos vazios,  ao contrário do que parece, favorece.
No governo Valdeir Batista o município adquiriu a preço de banana em fim de feira a antiga "Roça de Seu Valdemiro Lacerda', um enorme terreno urbano cultivado e preservado pelo primeiro grande industrial da cidade. O referido terreno estende-se por toda área compreendida entre a Rua Boaventura e a Avenida Perimetral, formando o quadrilátero com a rua principal do Alto Alegre e a Rua Ana Ramos Lacerda, a do Fórum de Justiça.
O terreno está lá. Por ele passa o esgoto (ainda) não coletado nem tratado da cidade - Por pouco tempo. O que hoje é um canal a céu aberto logo será coletado, com a conclusão do programa de saneamento da cidade, parado nesse governo Dilma. Basta aterrar para que ganhe altura uniforme (plano da rua Boaventura Pereira de Alencar), 'saltando' o canal e voltando a aterrar, para que duas áreas calçadas, sendo uma dotada de coberta e banheiro para passageiros e motoristas, possa tirar do centro da cidade essa enorme frota de ônibus e vans que circulam ao gosto do motorista e estacionam onde bem entendem, por falta de disciplinamento. Não se gastará mais que R$ 400 mil para entregar o terreno calçado e coberto, com os devidos banheiros no lugar certo.


ENTRADA NA CIDADE
Para entrar e sair da cidade, os prestadores de serviço de transporte coletivo têm basicamente quatro boas opções: Avenida Antônio de Barros Muniz (da Igreja), Rua Coelho Rodrigues (da Prefeitura), Rua Florentino Alves Batista (da Faculdade) e a perimetral/Rua Santana, para quem vem pelo Jardim ou pelo Zé Martins, oriundos do Sítio Santana e adjacências.
Ao entrarem na cidade e oferecerem a opção de descida nas praças do Hospital, Dr. Pedro, Igreja e Hortigranjeiro/INSS, os veículos, obrigatoriamente, entrariam no TERMINAL pela perimetral, usando a Rua principal do Alto Alegre - evitando assim congestionar as ruas centrais e do Fórum.
O retorno se daria conforme seu destino final.


ESTACIONAMENTO PARA VEÍCULOS NO CENTRO DA CIDADE
PRAÇA DA FONTE LUMINOSA: Saem os 'mijadores', entra um estacionamento para 20 veículos.

Acabar com a restrição no terreno ao lado do Banco do Brasil, que passaria a ser administrado pela ATA, assim como utilizar a rua que hoje abriga dois banheiros na Praça Frei Ibiapina, transferindo os banheiros para o Terminal acima referido.
O custo é apenas o da demolição e calçamento da rua, que deve atingir R$ 30 mil.

OUTRA VERTENTE DO PROBLEMA/SOLUÇÃO
TERRENO AO LADO DO BRADESCO - ESTACIONAMENTO, MERCADO E ALAMEDA
Solução à vista para os dois caos gerados com uma só obra, um Mercado para sulanqueiros no  piso ao nível da Rua 11 de Setembro e uma  Alameda de Serviços no piso que surge mais abaixo. Em toda extensão, ESTACIONAMENTO ao nível das ruas laterais  do Bradesco e Coletoria Estadual.  Obra relativamente barata, tipo galpão, que em época de boa arrecadação possa receber bom acabamento e se destaque também pela beleza, além da praticidade e 'solucionática'. Obra com custo não superior a R$ 400 mil, sem que haja acabamento de primeira qualidade num primeiro momento.

MUNICIPALIZAÇÃO DO TRÂNSITO E MULTA PARA QUEM INSISTIR EM TRANSGREDIR
Com as três obras acima citadas entregues à comunidade, em prazos curtos que vão de três meses, seis meses e nove meses (terreno  Banco do Brasil e praça Frei Ibiapina; Terminal de Passageiros, e Mercado vizinho ao Bradesco, respectivamente), a prefeitura já estaria com todo o processo de Municipalização do Trânsito concluído, podendo, a partir daí, ordenar o fluxo de veículos na cidade e, se necessário, multar os transgressores sem noção que infernizam a vida dos demais moradores pelo puro prazer de incomodar. O custo estimado das três intervenções, como se percebe, não ultrapassa em muita coisa  a cifra de R$ 1 milhão, se realizado de forma inteligente e utilizando equipamentos da prefeitura para demolir, aterrar e planear.
Outras obras de maior vulto e menor impacto imediato devem ser realizadas, num prazo máximo de dois anos, envolvendo pequena (s)  pontes (s), asfaltamento de artérias, sinalização, definição de eixos de conexão com BR e ligação centro bairros e centro BR, além de oferta de estacionamentos.

PREFEITO QUER FAZER?
Na montagem, o prefeito de Araripina e o governador eleito Paulo Câmara, com quem o gestor municipal se encontrará no início da próxima semana para tratar  assuntos políticos e administrativos.

Recentemente algumas fontes deste blog conversaram com o prefeito. A informação é que o mesmo aguarda apenas a municipalização do trânsito, a cargo da ATA, para o que o gestor deu ultimato, provavelmente até o mês de março.
Afirmo com a certeza de quem, na qualidade de secretário de Planejamento do Município na gestão Valdeir Batista, discutiu com a sociedade e elaborou o projeto de Lei que disciplina (ria) o Trânsito no município, e que inclusive cria a JARI, pouca coisa precisa ser feita para que a municipalização seja oficializada e os prazos do prefeito sejam cumpridos.  Resta agora aguardar a mão pesada do prefeito Alexandre Arraes funcionar para que o 'gargalo' do momento, o tormento da população, seja enfim solucionado e que, a partir daí, o senhor Alexandre Arraes tenha uma marca forte e indiscutível para apresentar como sua.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Banco do Brasil de Araripina impõe escada íngreme para cadeirantes e idosos que precisam usar caixas e gerências




A escada da imagem não é de boate de luxo para gente em plena forma e com 'fogo' e dinheiro para gastar nas noitadas. Trata-se do único acesso ao primeiro andar do Banco do Brasil de Araripina. Por ela, o cliente/usuário é obrigado a passar, esteja em plena forma ou com qualquer tipo de dificuldade para caminhar. Não pense em incêndio nem em assalto - dos quais ninguém está livre. Pense apenas no sufoco diário para pessoas idosas ou com dificuldades em geral.
Quem reclamou? Quem ouviu a reclamação? Quem tomou as dores dos que dependem de fácil acesso para resolver problemas?
Não culpem gerentes. Nem o atual nem os anteriores. Eles só têm uma missão junto ao banco: aumentar clientes e vender serviços e produtos que aumentem os lucros. São impedidos de falar em gastos, acessibilidade, qualquer coisa que melhore a vida do cliente. Correm risco de serem 'promovidos' para 'Infernolândia'.
Portanto, se você quer ajudar Araripina a vencer esses gargalos, pegue a postagem e entregue a um promotor. Só assim a direção do Banco do Brasil vai lembrar que Araripina existe.
O Banco tem saídas. Basta, de início, abrir todo o térreo para caixas eletrônicos e para os caixas tradicionais que funcionam no primeiro andar, deixando o piso superior para serviços administrativos e gerências de negócio.  Quanto ao gerente, deve ter também uma salinha na parte inferior, para ficar mais perto do cliente e, de vez em quando, ouvir as queixas dos que não podem subir.

sábado, 22 de novembro de 2014

Para onde penderá Severino?


O ex-vereador e virtual futuro candidato a vereador, Severino Lacerda (PR), abdicou de disputar a reeleição em 2012 para apoiar a candidatura de Tião do Gesso, numa manobra política patrocinada por desconhecido articulador, já passados três dias da convenção partidária, na qual Severino apresentou-se como candidato no Clube Aplausu's.
No momento, Severino é assessor da Câmara de Vereadores, por indicação de Tião do Gesso, de quem espera apoio (ou esperava) até os desdobramentos da eleição da câmara de vereadores, quando Tião foi a única voz discordante na votação que reelegeu Luciano Capitão e, ato contínuo, se desligou da base governista e deixou de seguir a liderança política de sua bancada.
Então, há que se perguntar: Luciano Capitão manterá Severino ocupando espaço que outros que o apoiaram estão aguardando para ocupar? Provavelmente, não. A menos que o prefeito Alexandre Arraes entre no circuito e convença o presidente da câmara do contrário. Mas, neste caso, Severino teria que empenhar a palavra em relação a de que lado estará em 2016.
Política tem dessas coisas.

Armando Monteiro é convidado para o Ministério de Dilma e Luciano Capitão se reelege presidente da Câmara. Setor Gesseiro pode sentir um alívio.


Para Araripina, são os dois fatos da semana, junto com outro relacionado ao secretariado do governador de Paulo Câmara e da prefeitura de Recife, que pode resultar na posse em fevereiro da deputada Roberta Arraes.

O senador Armando Monteiro, recentemente derrotado logo no primeiro turno por Paulo Câmara na disputa pelo governo de Pernambuco, foi convidado pela presidente Dilma para assumir o ministério do Desenvolvimento. Lá sentado, poderá, se quiser, interferir diretamente na pauta de importação da gipsita, causando o primeiro alívio para o setor gesseiro do Araripe. Também poderá colocar o BNDES à disposição de Pernambuco para a construção do Gasoduto Caruaru- Araripina, resolvendo de vez a questão da matriz energética e, também, dando ao Sertão do Araripe fôlego para atrair novas indústrias de outros segmentos. 
Resta agora esperar que os gesseiros se unam aos políticos e partam ao ataque fulminante. Desta vez, Armando não poderá ficar apenas no discurso e na definição de metas.

NA TERRINHA
Luciano Capitão se reelegeu presidente da Câmara de Vereadores, numa vitória marcante por dois motivos: Foi o primeiro vereador a se reeleger presidente da casa legislativa municipal - só agora passou a emenda da reeleição em Araripina; e de quebra obteve todos os votos, exceto o do vereador Tião do Gesso (ainda PR), que engoliu corda para montar chapa e ficou pendurado na brocha, sem arrumar sequer um vice.  Tião é empresário e, pelo visto, continua acreditando que na política as coisas são iguais as do seu  mundo empresarial. 
Também chamou a atenção o fato de Bringel Filho não votar em Humberto Filho para vice e também não votou em Camila Modesto (fulha de Darticléa Modesto) para primeira-secretária da mesa.  Pelo visto, Araripina está vivendo uma guerra dos 'filhos'. O não voto da base governista em Camila já era mais que esperado e outro roteiro final seria surpresa.
A mesa diretora da câmara, para o Biênio 2015/2016 terá a seguinte composição:
Luciano Capitão (PSB) - presidente
Humberto Filho (PSB) - vice-presidente
Camila Modesto (PRTB) - primeira-secretária
Ederval Regis (PR) Segundo-secretário

SINGULARIDADE DA FOTO
Tião do Gesso foi eleito vereador com forte empurrão do setor gesseiro, com o qual 'casou' o nome. Agora, com a escolha de Armando Monteiro para Ministro do Desenvolvimento, será Luciano Capitão, o atual e futuro presidente da Câmara de Araripina, um dos homens 'encarregados' de jogar o peso do setor político local sobre o nacional para destravar obras e medidas que impulsionem o setor gesseiro, do qual Tião do Gesso depende, junto com outros empresários, para voltar a galopar no mercado. O mundo político é muito irônico.
Resta saber se no mundo empresarial o dono da Supergesso, Josias Inojosa Filho, vai retomar suas atividades no Sindusgesso, agora que ganhou interlocutor privilegiado em Brasília. A bola, no momento, está com Ariston Pereira no sindicato que representa o setor.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Petista Duque guarda uma fortuna no exterior. Moro o mantém preso.



O juiz federal Sérgio Moro decidiu converter em preventiva (sem prazo) as prisões temporárias que venciam nesta terça-feira, 18, de dois executivos da OAS, dois da Camargo Corrêa e um da UTC Engenharia e do ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobrás Renato Duque – ligado ao PT. Os executivos são acusados de integrarem o chamado “clube” da propina – que loteava obras da estatal corrompendo políticos e agentes públicos. Duque seria o elo do grupo para divisão dos contratos.

“As provas apontam que ele (Duque), à semelhança de Paulo Roberto Costa (23 milhões de dólares) e de Pedro Barusco (100 milhões de dólares), mantém verdadeira fortuna em contas secretas mantidas no exterior, com a diferença de que os valores ainda não foram bloqueados, nem houve compromisso de devolução”, escreveu o magistrado.

E continua: “Dispondo de fortuna no exterior e mantendo-a oculta, em contas secretas, é evidente que (Duque) não pretende se submeter à sanção penal no caso de condenação criminal”, assinala o juiz ao fundamentar a necessidade da preventiva de Duque. “Corre-se, sem a preventiva, o risco do investigado tornar-se foragido e ainda fruir de fortuna criminosa, retirada dos cofres públicos e mantida no exterior, fora do alcance das autoridades públicas”.

Para Moro, não se pode separar o núcleo empresarial do núcleo financeiro de lavagem de dinheiro coordenado pelo doleiro Alberto Youssef, nem dos demais envolvidos. “Os crimes narrados nas peças retratam uma empreitada delituosa comum, com a formação do cartel das empreiteiras, as frustrações das licitações, a lavagem de dinheiro, o pagamento de propina a agentes da Petrobrás e as fraudes documentais, todo o conjunto a merecer idênticas consequências.” (Estadão)

Setor Gesseiro corre risco de ser mero minerador caso chegue a Trasnordestina desacompanhada de gasoduto.


Jornais da capital já relatam o que aqui se sabe há muito tempo: O setor gesseiro corre o risco de falência, fechando-se as indústrias e ficando apenas as mineradoras.  Isto por
de ocorrer com a inauguração de trechos da Transnordestina, caso ela realmente chegue desacompanhada de um gasoduto que sirva de matriz energética para as calcinadoras. Contudo, não se ouve falar, pelo menos publicamente, de uma agenda propositiva que aborde o assunto.

É constrangedor o comportamento dos deputados e senadores apoiados pelo setor. Tanto poder junto ao governo do PT para nada acontecer, se considerarmos que a transnordestina visa bem mais cereais do Piaui e Maranhão e o minério de ferro presente no Piauí, na fronteira com Araripina.
Há, sem desonra, que se questionar: Onde estão e o que fazem os políticos sempre apoiados ou preferidos pelo setor gesseiro? Onde andam Armando Monteiro, Jorge Corte Real e Humberto Costa, os figurões mais fortes junto à presidente Dilma? Onde anda Raimundo Pimentel,  deputado estadual do Araripe?

A caatinga é forte, enfolha logo no terceiro dia após a primeira chuva, mas é formada apenas de gravetos retorcidos que mal servem para alimentação de poucos bodes. Usá-la para mover indústria é crime inafiançável. Inafiançável eleitoralmente deveria ser também a omissão dos políticos que se beneficiam dos votos do Araripe sem que nada tragam em troca.