quarta-feira, 26 de abril de 2017

Batalhão de Polícia, IML e Corpo de Bombeiros no Hotel Pousada. Araripina não aguenta mais insegurança e omissão.



O Hotel Pousada do Araripe, de Araripina, pertence ao Estado de Pernambuco. Foi iniciado por três empresários araripinenses, que adiante falarei. O estado adquiriu e o transformou naquilo que já foi o símbolo de riqueza e grandeza de Araripina. Atraiu associados que usavam sua piscina e os serviços de primeira qualidade lá oferecidos, em romarias. Recentemente, parte de seu terreno foi cedido ao município para construção de uma UPA, que caminha a passos largos para se transformar noutro elefante branco ou num posto de saúde afastado do centro, caso o Estado não assuma um compromisso com o povo da capital do gesso e região. Ou seja: Num mesmo local, podemos encontrar com muita clarividência e abundância de imagens a omissão do governo de Pernambuco para com o povo mais bravo e empreendedor do Estado, um povo que não sabe se é pernambucano, cearense ou piauiense, sabe apenas que veio para cá ou nasceu aqui porque pertence a uma classe de pessoas que acredita na força do trabalho e não perdoa a preguiça e o marasmo. As faculdades que temos nós mesmos construímos - Agronomia, direito e ciências contábeis são nossos últimos sinais de capacidade e persistência. O hospital que temos, as clínicas e laboratórios também foram construídos com nosso suor e força, também à revelia dos governos e contra a vontade de algumas forças políticas que nos queriam subjugar. A indústria de gesso surgiu também antes que chegasse a estrada; as fábricas de farinha; as vastas plantações de mandioca que sustentam a economia, são nossos atestados de trabalho e resistência, enquanto sucessivos governos fazem chover no molhado da beira da praia.
Agora chegou a hora do governo fazer sua parte. A foto é autoexplicativa. A força de trabalho do nosso povo gera riqueza e a riqueza atrai os espoliadores. Tudo ficou arriscado. Nossas principais armas também se tornaram nossos problemas: a vascularização das estradas, as fronteiras de dois estados a poucos metros, a imensidão das roças e serras a perder de vista. Tudo isso propiciou também a facilidade de ir, ficar e vir para quem não planeja exatamente trabalhar e prosperar. E aí, faltou o Estado chegar na hora certa e Araripina se pôs diante de um monstruoso impasse. Enquanto atrai as pessoas e os recursos advindos de um parque eólico e novas empresas em seu entorno, vê-se cerceada pela violência. Não é mais tão certo o nosso futuro enquanto cidade polo. Não se trata mais de governo inoperante, se trata de governo com força negativa. Sabemos que a injustiça só se instala quando a justiça se ausenta. Se a justiça cabe ao estado, se o cumprimento da Lei lhe compete, ele deixou tudo à deriva. Deu no que deu. A injustiça galopante, a violência, a ESPOLIAÇÃO, tudo isso só terá fim quando o governo do estado decidir fazer justiça a atender os justos e inadiáveis pleitos de seu povo mais bravo, ordeiro e batalhador. O caso emblemático da Técnica em Enfermagem Josélia Alencar, que foi atingida quando tentava salvar a vida de um jovem baleado, desnuda a triste realidade: o jovem só foi baleado porque lhe faltou escola e oportunidade (pois sua família é de bem); ele só foi removido para Ouricuri porque Araripina não dispõe dos serviços de saúde necessários a salvar uma vida; os disparos só voltaram a acontecer para a consumação da sua morte e agora da enfermeira Josélia Alencar porque o Estado se ausentou e não consegue combater as injustiças e insegurança com o mínimo necessário. Queremos e merecemos um Batalhão de Polícia de Fronteira no Hotel Pousada (ora abandonado). Lá também, queremos e merecemos o Corpo de Bombeiros; Lá também queremos e merecemos o IML. No atual pelotão de polícia de Araripina, o governo poderia implantar uma unidade de Expresso Cidadão, um lugar onde os filhos do lugar possam tirar suas carteiras de identidade, evitando o vexame de expor documentos de outros estados, como ocorre atualmente.A UPA ao lado do Hotel Pousada pode ser assumida pelo estado e virar Hospital do Servidor do Estado, para servir a gente de todas as cidades próximas que rumam para a Recife. Pode ser assumido em parceria com o município de Araripina, que deveria contemplar junto com outros municípios seus funcionários com um equipamento moderno e funcional.
O HOTEL Hoje abandonado, até o início deste ano vivia sob uma consentida invasão. Segundo nossas fontes, teve parte de seu terreno cedido para a construção de uma UPA. Suas obras foram iniciadas no início da década de 80 pelos empresários araripinenses Onofre Lacerda, Valdeir Batista e Gonzaga. O estado, por intermediação de José Ramos, ex-governador, o adquiriu, numa ação de interiorização do turismo, através da Empetur. Hoje é um problema. Amanhã poderá se transformar na solução de vários problemas. Tudo está nas mãos de um cidadão chamado Paulo Câmara. Ele mora na charmosa Avenida Beira Rio, na Madalena, onde não falta policiamento e segurança, inclusive cavaria, e trabalha no Palácio do Campo das Princesas. Não ficará no Palácio para sempre nem terá a segurança que ora desfruta para sempre. Mas poderá deixar para sempre uma Araripina mais segura e próspera, capaz de atrair novas pessoas e novos negócios que só virão se sentirem que o Estado é pai e não o padrasto malvado que se mostra nos dias atuais.



ARARIPINA É O PÓLO REGIONAL DE UMA TRÍPLICE FRONTEIRA. É O CENTRO ESTRATÉGICO DO SERTÃO DO ARARIPE.

Não há um só quesito em que Araripina não demonstre com números que é o Pólo Regional do Araripe. Contudo, o Palácio das Princesas nos últimos anos parece ter trabalhado de costas para essa realidade. O titular e sua equipe não quiseram ou não souberam tirar proveitos da centralidade de Araripina para fortalecer Pernambuco na sua fronteira com os estados do Piauí e Ceará. Por este motivo, a capital financeira, industrial e agrícola da região continua sem merecer do Estado um só hospital público, uma só companhia independente de polícia e sequer uma só agência capaz de emitir uma certidão de identidade em tempo real do povo aqui nascido.
Num raio de 60 km a partir do centro de Araripina, mais de uma dezena de municípios dos estados de Pernambuco, Piauí e Ceará estão dentro da circunferência. Outros tantos estão sob influência de Araripina, mesmo que fora deste raio imaginário de 60 quilômetros. São municípios que estão diretamente beneficiados e fazendo trocas vantajosas com o polo, seja na área de saúde privada, seja na área de educação de nível superior, passando pela agricultura, indústria e comércio. No total, 20 municípios estão diretamente se beneficiando de alguma forma dessa parceria sólida com  Araripina, no mínimo, através de negócios em bancos e no uso do comércio local, Ao todo, são 200 mil habitantes, dos quais 83 mil do próprio município, e os demais flutuantes.
Faculdades de Agronomia, Direito, Ciências Contábeis, Letras, Ciências, História e Geografia atraem gente de toda parte, sobretudo dos municípios num raio bem superior a 60 km. Os cursos oferecidos na cidade não dependeram do Estado nem da união para serem criados. Dependeram tão somente da força, determinação e capacidade de gestores, que no passado desafiaram a lógica e as barreiras sempre levantadas e implantaram no sovaco de serra da Chapada do Araripe um pólo educacional de nível superior. O hospital que atende grande parte dessa população regional que recorre a Araripina, o Santa Maria, também é prova da ousadia e determinação do povo de Araripina. Foi feito sem dinheiro do Estado e sem seu apoio, contando apenas com doações da população local e aportes de instituições de caridade radicadas na Europa.

POPULAÇÃO DE ARARIPINA E MUNICÍPIOS PARCEIROS
Araripina ...................... 84.000
Trindade....................... 30.000
Ipubi ...........................  30.200
Bodocó.......................  38.000
Santa Filomena............  14.800
Santa Cruz....................15.000
Exu.............................  32,000
Granito.......................     7.600
Moreilândia...............    11.500
Ouricuri........................ 67.700
Marcolândia ................   8.000
Simões......................... 14.200
Francisco Mecedo.......   3.200
Caldeirão.....................   6.000
Caridade......................   5.000
Alegrete.......................   5.300
Fronteiras.................... 11.000
Salitre.........................  16.500

TOTAL..................... 357.000





AINDA EM CONSTRUÇÃO

LEIA MAIS DO BLOG CLICANDO AQUI

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Novo Hospital para Serra Talhada. Ainda tomaremos vergonha e atitude e elegeremos um federal para chamar de nosso no Araripe.


Veja a imagem acima. Nela, o Blog de Magno Martins narra a iniciativa coletiva de governo do Estado e deputados federais em prol de Serra Talhada. Serra Talhada que tem quase tudo em saúde, diga-se de passagem.
Ouricuri conta com um Hospital Regional capengando. Araripina nem isso, valendo-se do Hospital Santa Maria, que por sua vez se vale da italiana Fundação Cândia. Demais cidades do Araripe, é regra, só contam com postos de saúde disfarçados de hospitais.
Chamem Paulo Câmara! Chamem demais autoridades e resumam o drama.
Enquanto isso, preparem as 'armas' para eleger um deputado federal em 2018 para nos representar. Um deputado que possamos chamar de nosso. Um deputado que atue e não um deputado que atrapalhe.
Que o Pólo Gesseiro se una ao Pólo de Mandioca e ao povo sem polo, para eleger um deputado federal e não cobrar de candidatos fortunas por apoio. Do contrário, a viagem de ambulância para quem adoece vai ficar mais longa. Em vez de Ouricuri, será para Serra Talhada.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Araripe espera paciente a visita de um presidente e o anúncio de um grande projeto. Mas nos falta um deputado federal que lute por isso.


O gesso, o parque eólico, a mandioca, o mel, o bode. Nada disso tem sido suficiente para que as lideranças maiores do Estado vejam que somos viáveis e definam um projeto consistente e exequível.
Não temos deputado federal que nos represente. Não temos senador que lute pelo Araripe, definindo-o como prioridade. Não temos projeto regional consistente que leve ao desenvolvimento. O que temos é uma briga fraticida por migalhas. Araripina, Ouricuri, Trindade, Ipubi, Bodocó, Exu e demais municípios do Araripe brigam por sobras de Petrolina, justamente aquelas sobras que Salgueiro e Serra Talhada deixam passar despercebidas. A briga mais vergonhosa é por vaga de motorista de ambulância. Sim! Araripina manda doentes para o Hospital Regional de Ouricuri e os doentes de lá vêm realizar exames mais complexos nas clínicas de Araripina. Um vexame.




Não somos visitados por presidentes. Governadores, desde o fim da era Jarbas Vasconcelos, só chegam aqui com obras pontuais – nada que represente um projeto sócio-econômico.
Estamos precisando ser vistos e lembrados por um presidente da República. Precisamos que o mandatário Número 1 da Nação veja que somos viáveis, que podemos ser o novo eldorado nordestino. Temos energia eólica; temos potencial para energia solar; produzimos mandioca em larga escala; temos o maior pólo produtor e a maior reserva de gipsita da América Latina; temos uma ferrovia que corta a região. E, muito diferente do que alardeiam, temos água, água muita no subsolo. E , mais que isso, com  o redesenho da Transposição São Francisco, podemos dar garantia de suficiência hídrica para quem aqui quiser se instalar com suas indústrias. Produção de leite e derivados, carne vermelha e frango, é só uma questão de investimento e projetos bem estruturados. Temos ração em larga escala através da raspa de mandioca e ramos da planta; podemos produzir capim através de pequenas irrigações. Ou seja: podemos ser um centro produtor de alimentos, energia limpa, gesso etc. Tudo com selo verde. Tudo com alto retorno social.


Nos falta um representante em nível federal. Nos falta quem mostre nossas potencialidades e nos reúna em torno de um ambicioso projeto. Trazer um presidente para ver tudo de perto já é um bom começo.  

Pela imprensa, ouvimos falar da inauguração de Institutos Federais e Universidades em municípios vizinhos; ouvimos falar de mais e mais obras e visitas presidenciais a Petrolina, Serra Talhada e arredores. Está na hora de se impor e mostrar onde é que se planta e colhe com certeza. O Araripe precisa de uma voz que ecoe. 
Somente o Araripe, pelas suas características, pode multiplicar 'por dez' os grãos aqui semeados. Não há, nos demais sertões, condições propícias aqui existentes para oferecer ao Brasil uma saída decente para os programas assistencialistas. Só aqui há mão de obra capacitada e comprovadamente testada. Só aqui há insumos para a implantação de programas econômicos com retorno social desejado. 
Mãos à obra! 

VEJA MAIS DO BLOG