segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

O Araripe espera paciente a visita de um presidente e o anúncio de um grande projeto. Mas nos falta um deputado federal que lute por isso.


O gesso, o parque eólico, a mandioca, o mel, o bode. Nada disso tem sido suficiente para que as lideranças maiores do Estado vejam que somos viáveis e definam um projeto consistente e exequível.
Não temos deputado federal que nos represente. Não temos senador que lute pelo Araripe, definindo-o como prioridade. Não temos projeto regional consistente que leve ao desenvolvimento. O que temos é uma briga fraticida por migalhas. Araripina, Ouricuri, Trindade, Ipubi, Bodocó, Exu e demais municípios do Araripe brigam por sobras de Petrolina, justamente aquelas sobras que Salgueiro e Serra Talhada deixam passar despercebidas. A briga mais vergonhosa é por vaga de motorista de ambulância. Sim! Araripina manda doentes para o Hospital Regional de Ouricuri e os doentes de lá vêm realizar exames mais complexos nas clínicas de Araripina. Um vexame.




Não somos visitados por presidentes. Governadores, desde o fim da era Jarbas Vasconcelos, só chegam aqui com obras pontuais – nada que represente um projeto sócio-econômico.
Estamos precisando ser vistos e lembrados por um presidente da República. Precisamos que o mandatário Número 1 da Nação veja que somos viáveis, que podemos ser o novo eldorado nordestino. Temos energia eólica; temos potencial para energia solar; produzimos mandioca em larga escala; temos o maior pólo produtor e a maior reserva de gipsita da América Latina; temos uma ferrovia que corta a região. E, muito diferente do que alardeiam, temos água, água muita no subsolo. E , mais que isso, com  o redesenho da Transposição São Francisco, podemos dar garantia de suficiência hídrica para quem aqui quiser se instalar com suas indústrias. Produção de leite e derivados, carne vermelha e frango, é só uma questão de investimento e projetos bem estruturados. Temos ração em larga escala através da raspa de mandioca e ramos da planta; podemos produzir capim através de pequenas irrigações. Ou seja: podemos ser um centro produtor de alimentos, energia limpa, gesso etc. Tudo com selo verde. Tudo com alto retorno social.


Nos falta um representante em nível federal. Nos falta quem mostre nossas potencialidades e nos reúna em torno de um ambicioso projeto. Trazer um presidente para ver tudo de perto já é um bom começo.  

Pela imprensa, ouvimos falar da inauguração de Institutos Federais e Universidades em municípios vizinhos; ouvimos falar de mais e mais obras e visitas presidenciais a Petrolina, Serra Talhada e arredores. Está na hora de se impor e mostrar onde é que se planta e colhe com certeza. O Araripe precisa de uma voz que ecoe. 
Somente o Araripe, pelas suas características, pode multiplicar 'por dez' os grãos aqui semeados. Não há, nos demais sertões, condições propícias aqui existentes para oferecer ao Brasil uma saída decente para os programas assistencialistas. Só aqui há mão de obra capacitada e comprovadamente testada. Só aqui há insumos para a implantação de programas econômicos com retorno social desejado. 
Mãos à obra! 

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